domingo, 14 de junho de 2009

OFICINA 06 TP3 UND.12 -PÓLO FLORIANO 22/05/09



PROF.FORMADORA:
ROSÂNGELA MARIA E CARVALHO



Esta foi a 3ª oficina realizada na Unidade escolar Estefania Conrado. As instalações da sala não é boa: não tem quadro acrílico, as janelas são grades de ferro vazado o que dificulta o uso do data show, por causa da intensa claridade, não tem ar condicionado. A formadora e os cursistas não gostam do local. Sugeriam o auditório da 10ª GRE (Gerência Regional de Educação), mas até o momento não foram atendidas, a gestora Zilda Gama entende que os professores devem trabalhar de acordo com a realidade das escolas públicas, ou seja, em estruturas precárias das escolas. Um outro argumento da gestora para não disponibilizar o auditório para a realização das oficinas é porque nem sempre o auditório está disponível nas sextas feiras. Quanto ao data show , a formadora com o apoio dos gestores da Escola Técnica Calisto Lobo que sempre emprestam o equipamento para as oficinas do Gestar.
Conforme orientação prévia ao final da oficina 5 TP3, realizada dia 07/05/09, os cursistas começaram a oficina 6 comentando as atividades que realizaram em casa agendadas no TP3, justificaram a não realização das atividades sugeridas aos alunos no AAA3, porque era semana de provas nas escolas e garantiram fazê-las numa outra oportunidade. Na discussão, foi sugerido pela formadora que os professores inicie o trabalho com gêneros textuais em sala de aula a partir de textos curtos e atraentes, como frases com declaração de amor, mensagens curtas de auto ajuda, piadas, bilhetes com temáticas diversificadas, cartazes midiáticos, poemas curto do gêneros poesia marginal e, moderadamente, seja incluído os gêneros literários adequados à história de leitura e de vida social dos alunos.
Aos poucos, os cursistas estão se familiarizando com a abordagem discursiva de ensino da língua. Estão percebendo que os textos são produzidos num dado espaço, num dado tempo, com uma carga de intenções, com uma linguagem apropriada às condições de produção e em um dado gênero.
Para focalizar a inter-relação entre gêneros e tipos textuais, a formadora solicitou aos cursistas uma leitura dirigida do texto de Maria Luiza Monteiro Sales, p 141 , seção 1 p.142, 143 , em seguida pediu a eles que em grupo lessem e realizassem as atividades das p.145 a 150. Durante a socialização das atividades sugeridas, algumas observações foram ditas pela formadora a respeito da mobilidade de gêneros e de sequências tipológicas dependendo dos objetivos da produção. Neste contexto, ela enfatizou, que o trabalho simbólico do texto é marcado pela seleção de vocabulário, da sintaxe, dos argumentos adequados ao ato comunicativo. É, portanto, a situação comunicativa que define qual o melhor gênero e tipo textual a ser empregado e não o contrário.
Partindo desse pressuposto, mais uma vez , os cursistas foram convidados, para em grupo, transformarem os gêneros e sequências tipológicas das notícia veiculadas na Revista Fonte ed. Nº 07 a 12 , sobre trabalho. A atividade não foi concluída por falta de tempo disponível na oficina. A formadora interrompeu a atividade, porque precisava encaminhar outras coisas como avaliação dos trabalhos e mudança no cronograma das próximas oficinas. Na avaliação, os professores mais uma vez ratificaram o que disseram em oficinas anteriores: a formadora tem um bom desempenho; os TPs são ótimos. Quanto ao trabalho com a inter-relação entre gêneros e tipos, eles avaliaram que o assunto requer mais aprofundamento e tempo para atividades práticas . Como lição de casa, foi proposto as realiazações do Avançando na Prática da Unidade 12.


OFICINA 5 TP3 PÓLO NAZARÉ PIUAÍ


PROF.FORMADORA:
ROSÂNGELA MARIA DE CARVALHO
Fotos: professores de Nazaré
e de São Francisco do PI


Após um delicioso almoço servido aos professores na própria escola, num clima bem harmonioso, a equipe reiniciou os trabalhos com o estudo de gênero textual proposto no TP3 Unidade 10. Com a exibição do vídeo O Espetáculo da Vida os participantes refletiram sobre a importância de estar sempre motivado para vencer os obstáculos
do dia-a-dia e de entregar-se às coisas simples e valiosas da vida. Baseada nos comentários sobre o vídeo, a formadora iniciou o estudo de gênero e tipologia textual instigando a discussão perguntando: “qual(is) o(s) recurso(s) do vídeo que chamou(ram) mais a atenção de vocês?” ; “as imagens?”; “ O texto? “A que público se destina esse vídeo?”; “ Qual é a intenção do autor sugerida nesse Vídeo?”; “Esse tema pode ser abordado e escrito de outra forma?” “Que aspectos devem ser considerados na produção de um texto?”. Esses questionamentos e outros exemplos abordados em sala com os vídeos “Meio Dia” da banda Mastruz com Leite, “ Construção” Chico Buarque, “e agora José?” Carlos Drumond Andrade, foram pertinentes ao entendimento dos cursistas sobre a diferença entre gênero textual e tipos de texto. Nesse ponto da oficina, os professores ficaram satisfeitos, empolgados com as novas descobertas de fizeram de como trabalhar texto em sala de aula de modo atraente com seus alunos. Disseram ainda que não trabalham texto numa perspectiva discursiva, porque não aprenderam isso na universidade.
Concluída essa etapa, a formadora pediu aos cursistas que produzissem um texto a partir de uma performace improvisada por ela que foi a seguinte: a formadora entrou na sala de aula lentamente sem falar nada e com um aspecto cansado, triste. No meio da sala, ela desmaiou, ficou imobilizada esparramada no chão. Em seguida os professores socializaram o que produziram. Os enfoques e forma textual foram os mais variados. Uns descreveram literalmente a Cena com poucos adjetivos; outros narraram o fato com um foco sentimentalista; outra fez um belo poema; outro narrou e emitiu o seu ponto de vista sobre o fato narrado. Para fechar esse momento, a formadora revisou a teoria dos gêneros textuais ilustrando-a com as produções ali socializadas. Como ampliação do conhecimento, foi solicitado aos cursistas a realização do item 2..p.191, 192,193, TP3, as atividades “Avançando na Prática” do TP3 e as do AAA3, versão professor, para posterior socialização durante a oficina 03. Foi solicitado, também pela formadora, a leitura dos textos teóricos do TP3.
A oficina foi muito proveitosa. Os professores do pólo de Nazaré são jovens, curiosos, participaram bastante com comentários fundamentados sobre tudo que apresentamos na oficina. Estão empolgados, felizes com a proposta do Gestar; a maioria tem especialização em língua portuguesa e estão abertos para uma nova abordagem de ensino de língua. Sobre o desempenho da formadora, eles avaliaram, oralmente, como excelente, porque a mesma demonstrou segurança ao desenvolver a oficina e aborda a proposta do gestar de forma contagiante, além de ser humilde e alegre.

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OFICINA INTRODUTÓRIA PÓLO DE NAZARÉ

PROFESSORA FORMADORA: ROSÂNGELA MARIA DE CARVALHO
ABERTURA DO PROGRAMA GESTAR 2
DIA 29/05/09 NAZARÉ - PI

foto: Escola João Leal

As oficinas (Introdutória e a 5 UNID. 10 -TP3)realizadas no pólo de Nazaré aconteceram Na Unidade Escolar João Leal, das 9:00h às 13:00h, das 14:00 ás 18:00h, numa sala climatizada e bem equipada. Compoem este pólo 10 professores cursista: 05 de Nazaré do Piauí e 05
de São Francisco do Piauí todos da Rede Estadual de Ensino. A primeira oficina realizada foi a introdutória, tempo em que os professores se apresentaram, compartilharam suas experiências de sala de aula e comentaram sobre suas expectativas em relação ao Gestar 2. Desta feita, a formadora mostrou o vídeo “Tenha Atitude” que rendeu relevantes comentários pelos educadores a respeito do fazer pedagógico voltado para uma educação de valores. Em seguida, de maneira clara e sucinta a formadora apresentou via slaides a composição do programa, ou seja, a sua estrutura, conteúdo, objetivos e forma de avaliação do Gestar 2. Posteriormente, reservou 30 minutos para os cursistas olharem o material e/ou fazerem questionamentos relativos ao que foi explanado, nesta ocasião, eles elogiaram a proposta do gestar, sentindo-se gratos pela oportunidade de estarem participando da referida formação. Os participantes receberam também um questionário do perfil do formador, um cronograma com as datas das 20 oficinas.
Nesta oficina, foram discutidos os temas dos projetos que serão realizados até o final da formação. Os professores de Nazaré pretendem produzir um jornal literário na escola, os cursistas de São Francisco optaram por desenvolver um projeto na área da leitura. Feita a escolha dos temas, a formadora apresentou os passos de elaboração de um projeto , indicou a leitura do livro Pesquisa na Escola de Marcos Bagno e orientou aos professores no sentido de discutirem com os alunos, coordenação e direção um cronograma com as datas e ações que serão realizadas. A versão final de elaboração desses projetos acontecerá em uma outra oficina, prevista para 03/07/09.

sábado, 13 de junho de 2009

OFICINA 5 UND. 10 TP3



OFICINA 5 TP3 – UNIDADE 10 - 15/05/09 – PÓLO FLORIANO

Conforme orientação descrita no caderno do formador p.23, a oficina foi dividida em em V partes. Nos primeiros 30min, os 23 cursistas, sob orientação do professor formador, comentaram sobre as suas experiências em sala de aula, enfocando principalmente as suas dificuldades. Nesse momento, as principais reflexões foram no âmbito da ausência de leitura e de interpretação de textos dos alunos somado a falta de planejamento da escola para a promoção da leitura de forma prazerosa. A conversa estendeu-se por mais 30min. A formadora, considerando a relevância daquele assunto ao propósito do Gestar2, sugeriu que os projetos a serem desenvolvidos nas escolas contemplassem o desenvolvimento da leitura numa perspectiva discursiva dos gêneros textuais, sendo que essa discussão seria retomada com profundidade em uma outra oficina. Nesses termos, foi dado aos cursistas um prazo de 15 dias para que eles juntamente com os seus alunos e comunidade escolar fizessem um esboço do projeto que eles desejassem realizar.
Concluída a parte I, a formadora, a partir das respostas aos questionários com o perfil dos cursistas (parteII), diagnosticou alguns embaraços quanto ao trabalho da maioria desses professores com Gêneros e Tipologias Textuais em sala de aula. Diante desse fato(parteIII), imperou-se uma breve exposição ilustrativa sobre o conceito e a variedade de gêneros textuais que nos rodeia, bem como sobre os dos tipos e sequências tipológicas que permeiam e dão forma a esses gêneros. Através dos vídeos “ meio dia” , “Construção” e “e agora José?” da banda Mastruz com Leite, Chico Buarque , poema de Carlos Drumond Andrade, respectivamente, a formadora fez com os cursistas um estudo discursivo sobre as mensagens de cada vídeo, na medida em que perguntava: “gostaram dos vídeos?” Alguém quer comentar sobre as sensações provocadas pelos vídeos? Vocês concordam com os enfoques que os autores deram ao tema trabalho nesses vídeos? Em qual(is) desse(s) vídeo(s) o autor revela algo vivenciado pela nossa comunidade? Após este momento interpretativo, dialógico entre leitor/texto/autor, embora de forma ampla, foram analisadas em sala, as sequências tipológicas presentes nos vídeos e a linguagem figurada como recurso expressivo de cada poema.
Esses vídeos foram escolhidos para esta oficina por tratarem da mesma temática Trabalho, sugerido na Unidade 10, TP3, porém com enfoques e linguagens diferentes, em diferentes condições de produção e para diferentes destinatários. O primeiro, fala sobre a miséria sofrida pela família nordestina em tempo de seca ou de enchente, com sequência tipológica predominantemente narrativa, tempo presente em 1ª pessoa, uma sintaxe simples, vocabulário popular; o segundo, conta o fim trágico de trabalhador da construção civil, também com sequência tipológica predominantemente narrativa, tempo passado e narrador em 3ª pessoa; o terceiro, traz uma reflexão sobre o conflito do ser humano que está no fundo do posso, tem uma estrutura poética diferente da existente nos poemas anteriores, com sequências tipológicas mistas, dissertativa,narrativa,descritiva, com a intenção mesmo de evidenciar através desses recursos macro textuais, esse conflito, ou seja a dúvida inerente ao ser humano. Foi uma análise bem proveitosa, com novidades para os cursistas acerca de como abordar o gênero poético discursivo.
Como sugestão (parte IV), foi solicitado aos cursistas a realização do item 2..p.191, 192,193, TP3, as atividades “Avançando na Prática” do TP3 e as do AAA3, versão professor, para posterior socialização durante a oficina 03. Foi solicitado, também pela formadora, a leitura dos textos teóricos do TP3.
O resultado da oficina foi excelente (parte V). Os professores cursistas fizeram ótimas leituras e comentários dos textos trabalhados; demonstraram envolvimento com a proposta do Gestar; a maioria tem especialização em língua portuguesa e estão abertos para uma nova abordagem de ensino de língua. Sobre o desempenho da formadora, eles avaliaram, oralmente, como excelente, porque a mesma demonstrou segurança ao desenvolver o conteúdo planejado e abordou a proposta do gestar de forma contagiante.

RELATÓRIO OFICINA 1


ABERTURA DO GESTAR 2 - FLORIANO
Dia 07/05/2009, às 16h, no auditório da 10ª GRE (Gerencia Regional de Educação) os Professores Formadores de Língua Portuguesa e de Matemática, em parceria com a Coordenação do Gestar 2 e 10ª GRE, realizaram a primeira oficina introdutória destinada a abertura do Programa Gestar2 com o objetivo de apresentar aos Professores Cursistas do pólo de Floriano as diretrizes, os fundamentos e os objetivos do programa nessas duas áreas do conhecimento. Conforme orientações do caderno do formador p.9, nos primeiros 40 min., após a abertura oficial feita por Zilda Gama, Gestora da 10ª GRE, os professores refletiram sobre a missão dos educadores para uma formação de valores essenciais à vida à luz do vídeo “Tenha Atitude”. Nesse momento, alguns cursistas comentaram sobre os valores cultivados pelos seus alunos e reconheceram a importância de se promover uma educação de valores centrada no amor, na identidade lingüística e cultural de cada um. Este foi um momento muito rico da oficina, porque houve uma participação significativa dos cursistas que revelaram o desejo de fazer um caminho diferente, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais atraente para todos.
Posteriormente, os professores formadores de Língua Portuguesa e de Matemática apresentaram aos professores cursistas slaides mostrando os objetivos do programa, sua estrutura, conteúdo e forma de avaliação. Foram entregues os Kits com os TPs a todos, um cronograma anual com as datas das próximas oficinas e um questionário de apresentação do perfil do professor cursista, sugerido pelo Centro de Formação Continuada dos Professores da UnB. Concluída essa exposição pelos Professores Formadores, foi facultada a palavras aos cursistas para questionamentos e avaliação do Gestar. As perguntas mais freqüentes foram relacionadas à forma de avaliação e de certificação dos cursistas que foram devidamente respondidas pelas formadoras de acordo com as informações do guia geral. Os professores gostaram muito do programa, estão confiantes que vão melhorar o ensino aprendizagem a partir dos estudos dos TPs. Encerrada a oficina, a 10ª GRE ofereceu um coquetel aos presentes. Participaram dessa oficina 50 professores. As oficinas de Língua Portuguesa acontecem duas vezes por mês em cada pólo nas sextas feiras, sendo duas no pólo de Floriano, com 20 cursistas, e duas no pólo de Nazaré do Piauí com 10 cursistas.






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quarta-feira, 10 de junho de 2009

BIOGRAFIA



Rosângela Maria de Carvalho Oliveira, nasceu em 12/09/1967, em São Francisco do Piauí, estudou em escola pública desde a alfabetização até o ensino superiou em Licenciatura Plena em Letras Português pela Universidade Federal da Paraíba em 1993. Fez especializações em Língua Portuguesa, Linguística e Docência do Ensino Superior. É jornalista e editora da Revista Fonte, fundou o Jornal o Gurguéia, o primeiro jornal editado em policromia na região sul do estado do Piauí, com circulação semanal. Como professora universitária, gosta de envolver seus alunos em atividades de intervenção fora da sala de aula. Foi Rosângela quem primeiro disseminou em Floriano a cultura do Ciclo do Livro, sugerido pelo linguista João Wanderley Gerald. Realizou, em parceria com outros professores, o projeto Leio Mais... nas escolas onde trabalhou como diretora e como coordenadora de Língua Portuguesa. Recebeu referenda da Secretaria Estadual de Educação, através do programa Gestão Nota 10, pelo trabalho realizado como Gestora na Unidade Escolar Sete de Setembro. É uma profissional compromissada com uma educação holística. Gosta de participar de eventos artísticos, de escrever notícias do dia a dia das pessoas, de refletir com seus alunos e amigos os fatos divulgados nos meios de comunicação. Atualmente é professora formadora do program federal Gestar 2.

Memorial



Anos Dourados

Minha história de leitura é algo estranhamente fascinante ao tempo em que se ofusca enleio a escola e minha vida pessoal. Não recordo, no momento, qualquer atitude vivenciada em sala de aula durante o ensino fundamental relacionada à leitura de livros ou de outras linguagens que marcaram de algum modo minha história. Mas, lembro-me com peculiar sabor das brincadeiras de casinha com meus irmãos e amigos no quintal de minha casa no interior do Piauí, onde tínhamos momento para tudo: hora da escola, do show, de ir para a roça. Ah!!! como era maravilhoso!!! Na escola, eu era a professora; no Show, uma das cantoras, na roça, a mãe que ia deixar comida aos filhos e esposo. Fazia tudo isso sem se dar conta de que tudo aquilo era na verdade uma leitura de mundo que fazíamos, pois representávamos ao nosso estilo moleque a vida simples que tínhamos.
No ensino médio, meu contato com a leitura e com a comunidade escolar foram um tanto indiferente à criticidede e à criatividade. Sempre estudei em escola pública, lia conteúdos para provas, mas não refletia sobre a importância deles para a minha vida. Eu era um pouco Macabéa, ou seja, alheia às intervenções na escola e na sociedade. Mesmo assim, gostava de meus professores e me ralacionava bem com alguns colegas de sala, vigias e zeladoras. Eles eram muito legais!
Um surto de conscientização. Essa é a frase mais adequada para expressar a travessia da minha educação básica para o ensino superior quando o ponto é leitura e intervenção. Fiz Licenciatura Plena em Letras Português na Universidade Federal da Paraíba, lá sim li bastante, interagi com uma diversidade de linguagens, saberes, culturas. Tudo era encantador: o clima, os pombos das praças, os movimentos estudantis, as festas populares, as manifestações artísticas, a sala de aula. Meus professores eram surpreendentemente bons e comprometidos com o desempenho comunicativo e político de seus alunos.
Tive três professores na graduação que foram diretamente responsáveis pela minha história de leitura: Maria Auxiliadora Bezerra, Marcus Agra, Inês Singnhorin. Eles embriagavam-me com a abordagem de leituras que faziam sobre os livros que liam e que sugeriam-me. Passávamos aulas a fio comentando sobre os livros de Angela Kleiman, Ingedore Villaça Koch, Maria Helena Martins, Margarida Basílio, Luiz Carlos Travaglia, Mário Perini, Luis Antônio Marcuschi, Angela Paiva Dionísio, Magda Soares, Nelson Werneck Sodré, Nelly Novais Coelho, Afrânio Coutinho,
Ariano Suassuna, Rubem Fonseca, Érico Verríssimo, Drumond, Fernando Pessoa, Camões, Clarice Lispector, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto e tantos outros. Especialmente com esses mestres, despertei para o mundo ilimitado da leitura. Descobri o quanto precisamos ler muito tudo o que esta envolto o tempo todo, sem preconceito e desprovido daquela velha opinião formada sobre tudo.
Sendo leitora, comparo-me hoje a um peixe que busca as reminiscências do mar onde se esconde o mistério. Tenho multiplos olhares em tudo que leio, e esse é o grande barato no processo de leituras, principalmente quando a linguagem é simbólica, sugestiva, democrática como é a linguagem da arte.